Canto de Liberdade

O correr das águas,
Em fonte efêmera, suave,
Silenciosa, contrasta
Aos irreverentes pássaros,
Piando irreconhecíveis cantos.
O verde da pastagem,
O branco das margaridas,
O breu de meu eu,
Tudo em perfeita harmonia,
Com gritos vazios
De uma alma cheia de aflições.
Clamo, clamo, e sequer me ouço.
Seria o canto do pássaro,
Louco pedido de socorro,
Que aos nossos ouvidos
Soa como redenção de uma vida?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *