A vida sob a ótica de uma adolescente – Parte 3

O agora é uma fase crítica.
Porque dizem que não somos mais crianças para precisarmos de alguém resolvendo nossos problemas, nos levando para escola e para o médico, nos infiltrando em círculos de amizades. Mas também não somos adultos o suficiente para irmos a festas, namorar, nem para voltar depois das 23 horas para casa.
Quem entende isso?!
Uma hora somos crianças. De repente somos uma definição incerta entre a infância e fase adulta.
Velhos demais para precisar de colo, novos demais para beijar na boca.
Saudades do passado, e medo do que será o futuro… tantas incertezas…
Há uma reviravolta gigantesca em nossas vidas, e passamos a não compreender o que está acontecendo.
De uma hora para outra, nossos pais já não tomam decisões em nosso lugar – mas nos vigiam o tempo todo – o nosso círculo de amizade se reduz drasticamente porque já não temos mais afinidade com muitas daquelas pessoas – na realidade, percebemos que raramente encontramos alguém com quem seja possível ter um convívio amigável – preenchem todas as nossas horas vagas com estudos e trabalhos, e vivemos a cada dia uma nova descoberta.
Agora, somos uma mente lotada de pensamentos 24 horas por dia, um corpo exalando hormônios por onde passa, e um coração descobrindo novos sentimentos.
Tudo o que vivemos, sentimos com força total.
Então, mesmo que pareça ser a pior fase de nossas vidas, podemos fazer dela a melhor.
Pense pelo lado positivo: pelo menos teremos boas histórias para contar aos nossos amigos em um jantar chato algum dia…

Assinado: uma adolescente que se descobre a cada dia…

 

 

 

 

 

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