A vida sob a ótica de uma adolescente – Parte 2

Está bem, vamos retificar nosso conceito.
A vida talvez possa até ser considerada um desenrolar de escolhas e consequências.
Mas não posso afirmar que todas as escolhas são tomadas por nós mesmos. Pelo menos, não totalmente.
Certo, talvez seja eu a dar a resposta final em uma situação, mas isso não significa que decidi por mim mesma.
Quando vamos decidir algo importante, muitas questões estão em jogo.
Pensamos nos familiares, pessoas com quem convivemos, e até mesmo nos vizinhos fofoqueiros. Sim, até eles nos influenciam.
Além disso, também tem o peso da educação que recebemos quando éramos consequências das decisões de gente grande, da religião que seguimos e do que pretendemos ser no futuro.
O primeiro pensamento diante de uma decisão é “O que será melhor para mim?”, mas até que ponto esse “mim” se refere a mim mesma? Onde exatamente deixa de ser “para mim”, e passa a ser “para as pessoas ao meu redor”?!
É difícil dizer.
Existe uma linha muito tênue entre o “mim” e “o que acham de mim”.
E é assim que acontece.
Preocupamo-nos, inconscientemente, com o que as outras pessoas vão pensar a nosso respeito.
E isso pode ser um fardo muito pesado para um pós-infância ter que carregar sozinho.
O problema é o futuro. Uma simples palavra com grande impacto, que para nós, que acabamos de perceber que somos adolescentes, parece muito distante, e ao mesmo tempo perto o suficiente para nos preocuparmos agora.

Assinado: uma adolescente que se descobre a cada dia…

 

 

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