Uma história feliz

É de profunda necessidade avisar ao leitor que as próximas linhas contêm conteúdo extremamente útil ou extremamente inútil. Posso ter atrapalhado um pouco sua mente. Perdão! Deixe-me explicar. O texto abaixo, assim como milhares de coisas na vida, pode tanto ter algum valor para você quanto não lhe acrescentar em nada. Sim, é meio relativo o ato de cativar pessoas. Mais difícil ainda é manter essa relação de encantamento. Por isso, já deixei bem claro, que há possibilidade de aceitação ou rejeição. Isso vai depender do seu humor ao estar lendo isso, da minha capacidade de escrever e claro, das semelhanças e diferenças de conceitos entre o autor e o leitor.

Aliás, escrever é um processo curioso. Não é um simples traduzir de ideias. Não é apenas dissertar sobre um tema. Vai além. Está no transcender os símbolos e ir ao real significado. Compreende a vontade inexplicável de expor para o físico, uma criação mental absurdamente bela, e assim, ser capaz de através de palavras, fascinar pessoas. Como disse sabiamente Mário de Andrade: “Ninguém escreve para si mesmo, a não ser um monstro de orgulho. A gente escreve pra ser amado, pra atrair, encantar, etc.”

Viu só que sacada? O fantástico não está apenas naquilo que é extraordinário em si, mas também em descobrir o novo em meio à obviedade. Escrever é isso. É ser desbravado, curioso, corajoso e acima de tudo, destemido. Porque para fazer magia com palavras, viajar para mundos imaginários de singular perfeição é vital que o peregrino, no caso o escritor, não tenha medo dos preconceitos, das críticas opressoras e das opiniões negativas. Outro ponto essencial é ser curioso. A pessoa curiosa nunca é a mesma e está em um processo constante de aprendizado.

Interessante, não? Pode ser simplesmente um ponto de vista. E como diz meu professor de Filosofia, em quase todas as aulas, citando Leonardo Boff: “Cada ponto de vista é a vista de um ponto”. Para alguns, escrever é um momento de inusitada alegria e incrível concepção. Primeiro, surge uma ideia repleta de expectativa. Depois ela é alimentada como feto e vai crescendo. Moldamos, até que no nono mês, perfeita e saudável, torna-se um texto. E sai aos berros, pronto para ser descoberto pelo mundo. Já para outros, escrever é necessário. Um meio para atingir um objetivo maior. Só.

Acabamos por enveredar por diversificadas trilhas. Empolguei. Baguncei um pouco. Mas peço que releve! Cada um tem seu jeito. Uns são calmos, outros uma explosão de euforia. Uns amam, outros odeiam. Uns riem, outros choram. Uns criam, outros destroem. E é nessa contradição de sensações, sentimentos e energias, que o viver se estabelece.

A vida, assim como o escrever, é algo tão belo e simples. Na tentativa inútil de complicar, acabamos por estragar. Posso dar uma sugestão? Bom, claro que posso, o texto é meu! Mas achei que seria educado perguntar ao menos. Aqui vai: Escreva cada verso da sua história disposto a rimar, sinta o calor do amor e o frio da tristeza de forma intensa. Crie estrofes maravilhosas e deixe que elas se sobressaiam sob as palavras de dor.  Viva o agora dando o seu melhor para si e para o outro. Porque o passado já se foi e o futuro vem daqui a pouco. Encare o seu viver como o tecer de uma história. Você é o autor e tem lápis, borracha e até caneta. Sentiu o poder? Nós podemos elaborar tantas coisas. Então, seja criativo! O tempo está correndo… e eu gostaria, portanto, de convidá-lo (a) a escrever uma história feliz.

Sergio Lima Dias Junior

1º Info A

2 comentários em “Uma história feliz”

  1. FRANCIANE GONÇALVES

    ” Sim, é meio relativo o ato de cativar pessoas. Mais difícil ainda é manter essa relação de encantamento.”. Em um relacionamento sério com essa frase!! Parabéns Pelo texto Sergio!!

  2. Belíssima historia , Parabéns pelas iniciativa do blog onde nos permite adquirir um pouco mais de cultura !

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