Transporte: há quem se (im)porte?

DEBATE – luta em defesa de uma causa. Esse foi o objetivo do evento promovido por este Blog na última terça-feira, 14 de junho, no campus Machado.  Sem sombra de dúvidas, o tema abordado – Transporte Público em Machado – é de grande relevância tanto para os alunos e servidores desta instituição, que contam com esse serviço para cumprir diariamente a jornada de trabalho e/ou estudo, quanto para a comunidade Machadense de forma geral.

Compuseram a mesa o moderador e representante deste blog, prof. Bruno Tardin; os gerentes da Viação São Benedito, Douglas e Fernando; o coordenador de Assistência ao Educando do campus, Sérgio Santana; Capitão João Elísio de Souza Jr., da PM, e um representante dos alunos, Leonardo, do curso de Administração. Solicitou-se à Prefeitura que enviasse um representante que, no entanto, não se fez presente.

Foram abordadas questões importantes como número de veículos disponibilizados, excesso de passageiros, tratamento dos funcionários da empresa dispensado aos usuários do transporte, dificuldades enfrentadas pelos moradores dos bairros Santa Luíza e Jardim das Oliveiras, segurança, entre outros questionamentos levantados pela plateia no momento do debate, bem como aqueles registrados neste blog.

A empresa, aparentemente, demonstrou interesse em melhorar a qualidade dos serviços prestados, atribuindo alguns problemas relatados quanto ao número de veículos ou de linhas disponíveis à falta de demanda, e solicitou a denúncia de quaisquer irregularidades na própria Viação. Esperamos que esse discurso transpareça nas ações da empresa, solucionando os problemas relatados e cumprindo o que se propôs a fazer: oferecer transporte público de qualidade.

Ressaltamos a importância de momentos como esse, que promovem o diálogo como forma buscar soluções para as questões que nos afligem, de desenvolver o senso crítico e um olhar mais sensível à necessidade do outro.

Não podemos nos omitir diante de situações que ferem os direitos dos cidadãos, ainda que não sejam os meus; aludindo à expressão de Guimarães Rosa, “o animal satisfeito dorme”, que a nossa insatisfação produza frutos de justiça em nossa sociedade.

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