Status Quo

É como um pop-up, aparece de repente. Às vezes incômodo, às vezes necessário. Lembro sim, das meninas dos seus olhos se escondendo, timidamente, entre os brilhos que escorregavam pelas suas orbes. Sim, lembrava-me dos momentos em que ousava adorar o seu sorriso tão poderoso e imponente, completamente contraditório ao seu olhar. Cada traço de memória imponente a ponto de trazer uma onda de culpa, gosto de fel na boca, lembranças de mel.
Por cada uma destas linhas de conversa eu via meu futuro abandonado. Nova realidade abraçada? Sim. Concretizada? Não. Sou eu o incorreto por sonhar um sonho que vive tão arduamente por cumprir sua única função de ser? Cumpra, pois, seu status quo e deixe de perturbar minha alma.
Viciado em todos os neurotransmissores que me cobram saciá-los. Ilusão, frustração. Eis um vício que nunca abandonarei. Vício nos teus olhos, vício no teu sorriso, vício no meu maior sonho que nunca deixará de ser o que é: um sonho.

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