Soneto de Natal

Louvo-te, Senhor, cujo reino é doutro mundo
Que se encarnou em vestes humanas
E, mesmo diante das tentações mundanas,
Firme, resignou-se apenas ao amor profundo

Agradeço-te, sobretudo, meu irmão
Por teres vivido em tão sublime missão
Que, milênios a correr, ainda nos inspira
Ao amor, à luz, contra a dor, contra a ira

Que renasça a tua essência iluminada
Desse amor eterno e livre de porquês
Nessa festividade que a ti é destinada

Elevo-te, pois, ó glorioso salvador
Eu, tua ovelha, a caminho trôpego talvez
Mas que ruma, sincera, ao puro amor

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