Ser padrão

A diversidade entre todos os seres humanos sempre foi e sempre será notória. Cada um possui suas características, sua forma de pensar e seu modo de agir. Infelizmente, isso tem sido deixado de lado nos últimos tempos se forem levados em conta alguns aspectos do mundo atual.

Todos vivem em uma sociedade na qual é praticamente obrigatório seguir um padrão. Ser alguém que não tem imponência para proceder conforme seus princípios e valores. Principalmente, quando confrontado diante de ideias e opiniões que contradizem suas percepções a respeito de algo aleatório. As pessoas criaram um conglomerado moral comum que define se as elas são normais ou não. Quem não se encaixa nos elementos que constituem esse conglomerado moral é definido negativamente como se fosse um ser anormal ou incomum.

Ultimamente, as pessoas estão se preocupando em serem bem vistas pelo que mostram ser e não pelo que realmente são. Algumas chegam ao ponto de deixarem suas personalidades de lado para se renderem ao que é padrão. Um padrão de dogmas e preceitos no qual todo indivíduo deve fingir ser o velho e famoso “politicamente correto”, que preocupa-se apenas com o seu estereótipo e se esquece de que dispõe de suas particularidades e singularidades.

A explicação encontrada para conseguir definir a razão de tamanha padronização entre os mais diferentes indivíduos é o receio que eles possuem de serem julgados caso resolvam agir como quem realmente são. Existe o direito de liberdade de expressão que assiste à grande maioria das nações do planeta, entretanto este direito não abrange o modo como alguns encaram e contextualizam essa “liberdade”. A preocupação sobre o que vão achar, ou o que vão pensar é algo totalmente inútil. É fundamental entender que sempre haverá alguém que irá se opor às concepções e ideais de um outro sujeito. Principalmente, se for um sujeito que não se enquadre no que é considerado comum perante ao grupo social no qual ele está inserido.

É de suma importância considerar o fato de que os humanos estão se padronizando como máquinas, seguindo uma ordem imposta por eles mesmos na qual todos devem ser monótonos. Eles devem se lembrar de que todas as coisas que existem retêm suas exclusividades, as mesmas, quando explícitas, trazem destaque e os diferenciam dos demais. Não vale a pena seguir esse padrão imposto pela sociedade, porque se tudo é feito sob uma identidade própria, essa mesma identidade deve ser mostrada sem medo. Independentemente do quão inusitada ela venha a ser.

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