Poema de nossas faces

Quando nasci, um anjo humano
Desses que transcendem a existência
disse: Vai, que irei contigo!

Palavras doces essas
Que me fizeram rumar
Que me ensinaram a amar
Mesmo nas horas funestas

E essa face angelical
Em um enlace quase umbilical
Entendia a minha, tão humana
Que às vezes até se engana

Mas, de súbito, sem qualquer aviso
Como sempre o é
Esvaiu-se aquele sorriso
Que tanto me dava fé

As faces, antes entrelaçadas
Perderam-se assombradas
No entanto, sei que elas se encontrarão
Não nos dias que virão
Mas nos mundos para além do coração

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