O Plágio

Em toda a história da humanidade, sempre existiu nos seres humanos uma grotesca necessidade de ter, mas talvez tal ideia nunca tenha ocorrido com tanta força como atualmente. A sociedade não se prende apenas a ter coisas, mas também possui pessoas e pensamentos.

Se as pessoas já não se importam em ser quem realmente são, então, elas copiam. Copiam tendências, falas, expressões, objetos e ideias. Copiam, pois querem ter o status, beleza, inteligência e até possuir em si a exata pessoa “padrão”. Pessoas que já não têm personalidade, pois estão constantemente se baseando em outras.

O fato é que, na verdade, essas pessoas se preocupam muito com os frascos dos perfumes, sem perceber suas essências. Uma população egoísta a ponto de fechar seus frascos, pois por mais que o próprio dono do perfume não sinta seu aroma, ninguém também sentirá. Frascos exuberantes, vazios de personalidade, cheios de reproduções baratas de outros.

Uma sociedade cujas pessoas querem possuir o título de ‘o melhor’ e para isso utilizam-se de cópias de diversas ideias e sabotam personalidades, distorcendo falas para causar más impressões. Sociedade essa cujo ato comum é palpitar e intrometer-se em vidas alheias, usando-as como degraus para subir no que pensam ter.

A maior parte das pessoas dizem diferir muito umas das outras, porém, no fim, quase todas têm um objetivo em comum: que as pessoas prestam atenção nelas e tenham a melhor impressão possível sobre suas aparências e ideias. Em sua maioria, são iguais no quesito de diminuir e copiar umas às outras para crescer.

Copie os sorrisos; copie as roupas; vá lá copiar as ideias; vamos, copie logo a filosofia. Sim, você pode copiar as ideias, vá; deixe de ser você mesmo, pode ir, mas não venha me dizer sobre personalidade, pois você não é quem realmente é, na verdade, você é apenas o plágio da sociedade atual.

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