O “Gabiru”

Chegou à escola

Primeiro dia de aula e já virou muro de São Paulo;

Pichado com diferentes letras, códigos e tintas de diversos lados.

Ganhou manicure e maquiagens multicores

E conheceu toda árvore genealógica familiar

Da qual o sobrenome é “T.A.

Pediu bênçãos a todos estes

Ganhando-as para o longo ano que irá passar

 

Iria ao alojamento com intenção de dormir

Mas por estar em constante mudança

Virou pilastra a segurar teto antes de ir

Foi adotada uma nova forma de medir distâncias

Forma esta em que ele é o pesquisador

Para que léguas, quilômetros ou metros?

Existem palitos!

Mediu da parede à porta, do chão ao teto.

 

É noite fria, mas qual o problema?

Nada que impeça o ritual sagrado, em que o “nome” dele é o tema

É batizado em nome do pai, filho e avô “T.A.” santo, amém!

Por que João ou Felipe,

Se ele pode chamar Chupa Cabra ou Precoce também?

 

Mas a que se equipara tal ritual?

Ao sagrado conjúgio e matrimônio,

De dois seres que revelam explicitamente

Todo este amor de “Gabirus” para com os superiores

Aliás o amor a si, só não inclui dignidade,

Que com o beijo selará o casório,

Com direito a música ao vivo e reverendo

Além de um salva de zoeiras “T.A.s\DOGs

Zoeiras estas que perpetuarão até ninguém sabe quando.

 

Ah! Nem é tão ruim assim…

Daqui a três anos, ele fará com outro

Como Lorde Chupa Cabra da Silva

Ou Doutor Precoce Freitas Oliveira

Essa é a esperança que o move…

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