Não vale a pena

E das vozes mais um canto…
Para quantos?
Pouco para tantos
A todos meus amores
Do intenso ao mais brando.

O cego amor foi enxergando.
E de cada sonho, fui acordando.
Me decepcionando…
E com tanto tempo me importando
Fui cansando.

Não, não é sobre minhas dores
Nem mesmo os dessabores.
Escrevo sobre as cores
No peito, lá no esquerdo canto
Onde iluminei os seus horrores,
Mesmo escutando seus rumores.

Não, já não há nenhum espanto
De cada precipício me levanto
E então me encanto.
Pois aprendi me amando
Que você não vale a pena.

E por isso não terá mais que esse poema.
O que sou não cabe
Na sua leitura tão pequena.
A sua mentira já não me envenena.
E meu coração agora sabe

“Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor”.
Não, não há espaço santo para o amor
Na sua vida tão terrena.

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