Meras Palavras

Escrever não é como respirar, não é algo automático do ser humano, é coisa de alma, coisa que não se controla, que nem todos são capazes de fazer.

Recriar seus sentimentos num papel não é tão fácil, nem sempre você está se sentindo tão bem ou tão mal, ou até mesmo, tão você, a ponto de transcrever seu estado de espírito para uma folha em branco.

Ah, o papel! Não aguento mais olhar para ele e dizer: “não sei que vida lhe dar”, quando na verdade, é esse papel que me ajuda a lidar com o destino constante de viver.

Gostaria de poder descrever a grande arte da vida, mas quando só se sobrevive por uma incessante obrigação diária não é possível que se conheça a verdadeira forma desta magnífica virtude.

Faço destas míseras coisas parte de meus sentimentos. Posso sentir a escrita nas pontas de meus dedos e respirar as palavras fazendo-as circular por minhas veias de forma que nunca me abandonem.

De tudo o que um dia fui, pouco me resta e, logo, minh’alma será somente palavras soltas a perambular, que pouco dizem, mas muito, muito sentem.

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