Marcela e o hacker

Precisamos falar sobre privacidade virtual. Há um ano, Marcela Temer, a agora primeira dama, foi vítima de um hacker que clonou suas informações pessoais e, então, passou a ameaçá-la com a divulgação de tais itens, a menos que fosse paga uma quantia de 300 mil reais. E, afinal de contas, o que tinha de tão importante nessas informações? Nada mais, nada menos que mensagens de áudio da vítima para seu irmão, Karlo Augusto Araújo, com conteúdo de interesse político, que informavam que o presidente Michel Temer possuía um marqueteiro para fazer o “trabalho sujo”.
Todos os dias, incidentes parecidos acontecem, seja com “famosos” ou “simples cidadãos de bem”. O real problema está na motivação dos hackers em fazerem essas atividades ilegais, que prejudicam tantas pessoas. Caso não ocorresse a grande mobilização de policiais, peritos e delegados para prender o criminoso, identificado como Silvonei de Jesus Souza, um governo poderia vir abaixo com os possíveis “escândalos” que sairiam de tais áudios.
A grande evolução da tecnologia permitiu o fácil acesso a todos os tipos de informações, sejam elas privadas ou públicas, e as barreiras que impõem o limite entre esses dois tópicos parece ser desconstruída dia após dia, ocorrendo um enorme desrespeito com a privacidade alheia. Marcela conseguiu se livrar do “vexame” que viria a ser, caso tais mensagens saíssem das ameaças para o contexto público, graças à grande operação “por baixo dos panos” para pegar o hacker e impedir tal propagação. Mas, e as pessoas que não são tão favorecidas? A batalha contra a invasão de espaço ainda está aí, e como foi provado: qualquer um pode se tornar presa fácil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *