Lágrimas de um Poeta

Hoje o lugar mais rico do mundo é o cemitério 

A cada dia que se passa ele fica mais valioso

Tendo consigo

Amores que deveriam ser vividos 

Empresas que deveriam ser abertas

Muitos sonhos perdidos

Que hoje estão todos encobertos pela terra

 

Hoje a menina chora 

O pai negro e pobre saiu para trabalhar 

Mas não voltou até agora

O fim da história a gente já conhece

É a triste história do preto e da bala

A bala perfura mesmo que o preto não tenha feito nada 

 

Hoje um homem negro saiu para passear

Na sua “terra adorada entre outras mil”

“Dos filhos deste solo és mãe gentil “

De tanta gentileza que te presenteou com oitenta tiros de fuzil 

 

Cinco meninos negros saíram na favela para passear

Além do morro para brincar 

A polícia os enquadrou: pá, pá,pá

Desde então nenhum garoto voltou de lá

 

Até quando isso vai durar?

Quando isso tudo vai acabar?

Perguntas sem resposta estão me sufocando 

Já faz oito minutos e quarenta e seis segundos que não consigo respirar

 

Hoje o mundo chora  

Parece que o mundo está acabando 

Não sei se culpo as doenças 

Ou se culpo o próprio ser humano 

 

Ontem poucos possuíam riqueza

Hoje muitos morrem de pobreza 

Nesse momento poucos ofereciam ajuda 

Amanhã muitos morrerão sem ter culpa

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