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Uma vez eu disse que estava feliz e me perguntaram “E por quê?”. Fiquei um tempo pensando e disse “Não sei. Só estou feliz, não preciso de motivos”, a resposta foi, como o esperado, dizer que para tudo é preciso ter um motivo e, mesmo que eu esperasse essa resposta pouco original, ainda fiquei me perguntando sobre a questão: Precisa ter motivo ou não?
Até mesmo eu pude perceber a confusão da pessoa ao saber que alguns não tem motivos para tudo. É fato que quando acontece alguma coisa, logo nos perguntamos o porquê de ter acontecido e começamos a tentar traçar os fatos para encontrar o motivo que ocasionou toda a situação, mas e se não tiver motivo?
Usarei como exemplo o amor, afinal, ele sempre pode ser usado de exemplo em todas as situações. Somos seres humanos, certo? Nós  nos apaixonamos e amamos. Imagine se você soubesse o motivo para ter começado a amar determinada pessoa, não é como se o ato de amar perdesse um pouco do sabor? Seria como entrar em uma sorveteria e escolher o sorvete de pistache porque ele é verde, ou o de menta porque é refrescante.
Acontece que, assim como a gente não consegue encontrar o motivo para gostar do nosso sorvete preferido, também nunca conseguiremos encontrar o porquê de amarmos determinadas pessoas. Tem coisas que nós, sinceramente, só fazemos e sentimos porque temos uma enorme vontade de fazer. Ficar feliz não precisa ter motivo, ficar triste também não e, amar alguém, muito menos.
O verdadeiro problema deve estar mesmo com o homo sapiens, afinal, não vemos nenhum animal questionando um ao outro por comer um pedaço de folha com insetos. Temos uma necessidade enorme em questionar tudo e achar que devemos ter uma resposta para tudo. Mas, se para tudo tivesse resposta, não ficaríamos loucos atrás de alienígenas o tempo todo.
Nós temos todas as perguntas. Mas não temos todas as respostas. Talvez porque algumas simplesmente não tenham que ter, por isso mesmo, por motivo nenhum.

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