Idas e Vindas

Chegará um momento em que pensaremos: Eu fiz a diferença? Alguém sentirá falta? Ou apenas fui mais uma poeira da lua? Lembraremos do “bom dia” dado para sua mãe antes de sair de casa, do café derrubado no meio de um longo refeitório, da troca de olhares entre o possível amor da sua vida, que mais tarde vem a descobrir que não era ele, ou até mesmo dos faróis acesos no final da tarde, com aquela grande chuva pela qual todos os carros corriam e rodopiavam.
Abriremos os olhos no mínimo quinze vezes, para nos assegurar que nada se passou de um sonho ou quem sabe um pesadelo? O ar faltará, o estômago esfriará, reviraremos o corpo em mil voltas e tudo isso para poder na verdade se descobrir e tentar desvendar o que foi feito em nossa vida ou eu fiz nela.
Correremos atrás. Agora eu quero aquele abraço que reneguei, o sorriso que não dei, o pedido de desculpa que neguei, o eu te amo que não falei. Tudo se encontra em imagens panorâmicas impossíveis de se alcançar, como desejos idealizados.
A cabeça se cansou, o neurônio desistiu de tentar entender, o corpo se calou, a visão embaçou, a alma descansou. Tarde de mais, sua hora chegou!

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