Humanos

Rumam, incertos, para a certeza
Humanos, por certo, inescapáveis à natureza
Vagam, a crer piamente na solidez
Até daquilo que aos seus olhos se desfez

E seus passos, incessantes
Ora duvidosos, ora confiantes
Têm pouco para dizer:
Do mundo, conhecem só o sofrer

E nos meandros de seus caminhos
No interstício do ser e do não-ser
São, para não serem os sozinhos
De que o mundo sabe esquecer

Mas ainda lhes resta esperança
De quem sabe um dia entender
Os passos dessa bela dança
Que o vulgo chama viver

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