Fórmula 1 2021, emoção de volta às pistas

Imagens: Mercedes/Divulgação, Mclaren/divulgação, RedBull Content Pool, Aston Martin/divulgação, Renault/divulgação, AlphaTauri/divulgação, Haas/divulgação, Ferrari/divulgação, Alfa Romeo/divulgação, Williams/divulgação.

A Fórmula 1, na era dos motores híbridos, nas últimas sete temporadas completas, foi dominada pela equipe Mercedes, que contou com seis títulos do piloto inglês Lewis Hamilton e um título do alemão Nico Rosberg. Esse domínio da Mercedes, em sua maior parte com Hamilton, tem feito com que as emoções nas disputas por títulos e até nas próprias corridas venha sendo bem pouco contagiante. Exceção seja feita à Ferrari, com Sebastian Vettel em algumas temporadas, que acabou dando um certo trabalho à Mercedes, não houve mais tanta competitividade na briga pelo título de construtores (disputa das equipes, em que se somam os pontos de seus dois pilotos), e na briga do título de pilotos (disputas individuais dos pilotos pelos pontos). O ano de 2021, no entanto, parece voltar a provocar um frio na barriga dos admiradores de uma boa e emocionante corrida e mostra que, enfim, alguém pode ser capaz de fazer frente à Mercedes e ao heptacampeão Lewis Hamilton.

A Red Bull Racing, que conta com o piloto holandês Max Verstappen e com o mexicano Sergio Perez, parece querer incomodar a Mercedes de Hamilton e do finlandês Valtteri Bottas. A nova unidade de potência da Honda, que equipa os carros da equipe Red Bull e de sua equipe B, AlphaTauri, melhorou muito o desempenho dos Touros Vermelhos e algumas mudanças de regulamento fizeram com que as equipes do grid ficassem mais próximas. Isso é notado frequentemente através das colocações e diferenças baixíssimas de tempo marcadas nos treinos livres e classificatórios.

É óbvio para todos que a briga pelo campeonato de pilotos, provavelmente, ficará entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. As cinco primeiras corridas da temporada 2021 mostram embates entre os dois não vistos há muito tempo pelos fãs de F1. Com toda certeza, era justamente isso que os entusiastas do esporte gostariam de ver, emoção com briga na pista entre equipes diferentes.

Vale ressaltar também a briga do pelotão intermediário pelo terceiro lugar no campeonato de construtores. Pelo que se vê, as equipes mais próximas dessa posição de destaque são a McLaren e a Ferrari. Ambas têm brigado frequentemente por posições semelhantes no grid. A Ferrari, com Charles Leclerc e Carlos Sainz e a McLaren, com Lando Norris e o experiente Daniel Ricciardo. Engana-se quem pensa que apenas essas duas equipes brigarão para ser a terceira força dessa categoria do automobilismo. A equipe Alpine do experientíssimo quarentão Fernando Alonso e do jovem Esteban Ocon também deseja entrar nessa briga e tem evoluído demais com seus carros desde o início do ano. Também há a AlphaThauri e a Aston Martin que correm por fora dessa disputa e, pelo visto, é bem provável que lutem entre si no campeonato deste ano.

No fim do grid, restam Alfa Romeo, Willians e Haas. A Alfa Romeo parece ser a melhor dessas três equipes no que diz respeito ao desempenho e conta com o misto da experiência de Kimi Räikkönen e a jovialidade de Antonio Giovinazzi. A disputa para definir qual será a pior equipe do grid da F1 2021 é triste. A tradicional equipe Williams, que embora tenha evoluído em relação ao ano anterior está numa situação que não condiz com sua história vitoriosa. A Haas, por sua vez, parece ter aberto mão do campeonato desde antes do seu começo. Ela optou por não investir no carro de 2021 e concentrar seus esforços no carro de 2022, que contará com um novo regulamento, completamente diferente. Além disso, ela conta com dois pilotos estreantes na F1, são eles Mick Schumacher, filho do heptacampeão Michael Schumacher, e o jovem russo, Nikita Mazepin, que até o momento não mostrou ser um piloto ao nível da Fórmula 1, mas sim ao nível do dinheiro de seu pai que o colocou no esporte.

A temporada de 2021 da Fórmula 1 promete. Os carros, pelo visto, estão mais próximos e isso é um excelente indicativo de emoção nas pistas. Independentemente de quem seja o campeão de construtores ou pilotos, o desejo dos amantes da principal categoria do automobilismo mundial é que haja cada vez mais emoção nas corridas e no campeonato com luta, garra, ousadia, ultrapassagens, estratégias e embates espetaculares.

 

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