Consciência de nossa sombria autodestruição

Dias obscuros e tenebrosos

Cobrem a luz da paz que um dia acreditamos ter

Amargas lágrimas para chorar

A cada dia mais mortos para enterrar

Saudades sem fim da vida que nós tínhamos

Na qual não sabíamos como era viver noites e dias em isolamento

 

Caos nos envolve

Angústia, dor e solidão circundam por todos os lados

Noites sem sonhos

Dias inteiros dentro de um enorme pesadelo

 

Quando isso terá um fim?

Quando voltaremos ao que éramos antes?

Quem colocará um fim na pandemia desconcertante?

 

Juntos sairemos vitoriosos

Em um futuro talvez ainda muito distante

As horas e certezas são tão incertas

Medos e inseguranças nos consomem

Na busca incansável por uma cura

Enquanto enfrentamos nossos tormentos pessoais

 

A tecnologia salvadora de hoje

É a mesma que será usada para espalhar mentiras, difamar, profanar e matar amanhã

Políticos confinados em seu mundo sujo de corrupção, enganação e ganância

Sua falta de capacidade para governar um país é quase comovente

 

O que estamos fazendo para mudar a nossa realidade?

Estamos apenas existindo ou trabalhando juntos em prol de um mundo melhor?

Estamos de fato conscientes de nossa sombria autodestruição?

 

O tempo não respeita nossas vontades, sonhos e nem desejos

Nos mata a cada segundo um pouco mais

Rouba-nos a vontade de viver

Faz-nos crer que não somos capazes de perseguir nossos ideais

Não seria ele, muitas vezes, apenas um conceito?

Criado pela nossa mente ansiosa e desesperada?

 

Em um piscar de olhos nossos direitos conquistados com tanto sangue, lágrimas e

suor derramados são rapidamente questionados e desrespeitados

Nossa tão sonhada liberdade de expressão logo nos é arrancada

Nossa opinião é quase sempre anulada

 

Somos verdadeiramente livres?

Somos genuinamente aceitos e respeitados?

Será esse o nosso castigo?

 

Quando tudo isso tiver um fim…

Ainda haverá alguma esperança?

O amor ainda existirá?

O perdão e a bondade sobreviverão?

Ou tudo isso será apenas o início para o nosso grande fim?

 

E quando esse dia chegar…

Ainda seremos nós mesmos?

Ou apenas o nosso reflexo nos fitando com silenciosa desaprovação?

Com medo de perceber aquilo que nos tornamos

As consequências das nossas escolhas

 

Estaremos vivos ou adormecidos?

Conscientes ou descrentes?

Lúcidos ou distantes?

Corajosos ou despreparados?

Prontos ou desesperados?

 

Estamos tão acostumados a errar…

Que sequer conseguimos consertar esses erros a fim de convertê-los em um único acerto?

Ou temos preguiça de mudar nossas ações?

Orgulho é tanto que não conseguimos admitir onde estão nossas falhas?

Não conseguimos deixar de lado nossos preconceitos?

 

É tão difícil…

Admitir mesmo que somente para si quando a razão não está do nosso lado?

Será de fato tão complicado deixar de lado o senso comum?

Caminhar por nossas próprias palavras, ideias, pensamentos, conceitos e opiniões?

Até quando seremos frágeis fantoches nas mãos do impiedoso sistema que rege o mundo?

 

Quando os dias sombrios de fato chegarem…

Não tampe seus olhos diante da verdade

Assuma seus erros, mentiras e perdições

Aceite as suas provações

Mas não desanime!

Siga sempre em frente…

 

sempre à procura de um novo recomeço, de um novo amanhecer.

 

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