As desaventuras do palhaço Bozo

Que falta na sociedade?… Maturidade.
Do seu governo qual a sombra?… Desonra.
E com o que ela mais sonha?… Com o “Mito” da Vergonha.

Uma democracia que com machista sonha
E que no Twitter a ditadura exalta.
E um “Mito” que tira mais de quem já tudo falta
E até a educação o eleito assalta.

Quem a pôs neste socrócio?… O povo e o ócio.
O que os levou à perdição?… Faltou educação.
E o que os leva à loucura?… Um presidente com moral sem cura.

Notável desaventura
De um povo burro e plebeu,
Que não sabe o que perdeu
Aposentadoria, educação e o direito de ir às ruas.

Quais são seus representantes certos?… Filhos e netos.
Tem outros compromissos?… Políticos.
E o que acontece com os sensatos?… Atados.

Que homens mais pacatos
Após impeachment desleal,
Escolheram a filhocracia no final.
País onde sanguessuga é professor e não filho de abastado.

Quem define nossos caminhos?… O jeitinho.
Quem define as leis aprovadas?… Bancadas.
Quem ocupa seus assentos?… Nojentos.

Composta por cabeças de vento,
Que a qualquer benefício próprio estão aprovando,
E que da massa vão retirando
Dinheiro, dignidade e conhecimento.

E que a justiça a resguarda?… Indicada.
É grátis distribuída?… Vendida.
Que tem, que a todos assusta?… Injusta.

Um ex-presidente sabe o quanto custa,
Ganhar a prisão de graça
Enquanto seu concorrente faz campanha em praça.
Indicada, vendida e injusta.

Que vale a aposentadoria?… Simonia.
E o que o velho alega?… Crise cega.
Compara-se à família Cunha?… Sujeirinha na unha.

Ignorante velho é testemunha
Que a bancada que votou com fé
Só se mantém de pé
Pela simonia, cegueira e unha.

E nos discursos a quem creia?… Viseiras.
E o que tampa a visão?… Alienação.
E a quem imputa?… Mídia fajuta.

Com palavras dissolutas
Entre meias verdades,
Uma emissora sem veracidade
Nos colocou em tal labuta.

A pobreza já acabou?… Aumentou.
E o dinheiro se extinguiu?… Depende do perfil.
E o povão já entendeu?… Nem percebeu.

Ao Brasil acorreu
O que no neoliberalismo acontece,
O pobre ao rico enriquece
Sem perceber depois do trabalho seu
Dá dinheiro ao homem vil.

Para que o povo da história se recorde?… Acorde.
Para que possam entender?… Só ler.
E qual o governo referente? Recente.

Um político que só mente
Para o povo de entendimento pobre.
Esse governo rouba o que nenhum imposto cobre,
De tão tapada gente.

Paródia de “Epílogos”, poema satírico de Gregório de Matos.

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