As consequências das relações humanas

    “Ninguém nasce odiando alguém pela cor de sua pele, origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” Paralelamente à afirmação de Nelson Mandela, na contemporaneidade, discutimos a empatia e as relações humanas. Dentre os fatores corroborativos para tal discussão, observamos o elevado índice de violência e a exclusão de grupos que se encontram em vulnerabilidade social.

    Quanto à crescente taxa de violência no mundo, apresentamos uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), esta revela que 1,6 milhão de pessoas no mundo morrem a cada ano por motivos de violência.Tal fato é repugnante e enfatiza a necessidade do fortalecimento da força policial e da criação de leis mais severas quanto à pena do agressor. Mas será que a intromissão do Estado será o bastante? E quanto à consciência de cada um de nós e a plena responsabilidade por nossos atos?

    Jean Jacques Rousseau dizia que a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Assim, observamos que tal afirmação remonta aos desequilíbrios das ações humanas geradas pela sociedade.  A título de exemplo, citamos a exclusão social de determinados grupos. Isso ocorre devido ao preconceito e ausência de empatia dos seres humanos. Esses tendem a se sentirem superiores sobre indivíduos que não se encaixam no estereótipo estipulado pela sociedade. O que é um absurdo, pois que indivíduo tem posse da verdade absoluta, a ponto de impor um padrão ideal na sociedade?

    Dessa forma, a empatia deve prevalecer nas relações humanas. Para que assim possamos reverter o contexto metafórico expresso na afirmação de Thomas Hobbes, em seu clássico Leviatã, “O homem é o lobo do homem”.

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