Aquela que quebrou paradigmas

Este belo desenho não é apenas belo. Não é pura e simplesmente a arte pela arte. Ele é muito representativo, pois quando se trata de força feminina, Frida Kahlo é sempre lembrada. Mas quem foi essa mulher tão importante cuja história não é tão retratada? Não espere pouco da vida de alguém que é influente mesmo tendo nascido em 1907, quase 110 anos atrás.

Ela foi uma mulher comum. Sim, ela não era uma deusa que parecia acima de qualquer tragédia ou problema como a maioria das lindíssimas musas que conquistaram a Internet hoje em dia, muito pelo contrário, essa moça – que, aliás, foi uma grande pintora – teve uma vida deveras sofrida.

Quando ainda era pequena, contraiu poliomielite, uma doença que é cruel até mesmo nos dias de hoje, e foi cruel com a pequena Frida quando esta era uma criança. Causou-lhe uma lesão que lhe rendeu o apelido de “Frida perna de pau”. Como pode ver, não foi apenas a doença que foi cruel com ela.

As tragédias não param por aí: aos 18 anos, sofreu um acidente que perfurou e destruiu muitas partes do seu corpo, deixando-a confinada por muito tempo em uma cama de hospital, onde continuava pintando em telas adaptadas.

Casou-se com Diego Rivera. Havia inúmeras traições em ambos os lados. Seu marido as aceitava apenas quando eram com outras mulheres, já que Frida era bissexual. Apesar de tais adultérios, sonhavam em formar uma família com filhos, mas infelizmente seu acidente comprometeu seu útero, o que não permitiu que ela tivesse gestações completas, sofrendo três abortos espontâneos.

Quatro anos antes de sua morte, as complicações da doença que tivera na infância levaram à amputação de sua perna. Depois desse acontecimento, Frida teve depressão. Logo foi encontrada morta. Essa frase foi encontrada em seu diário: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais”.

História forte, não é? Pois é, nada disso a limitou. Ela fez com que sua história fosse inspiração artística, já que afirma que suas obras não são surrealistas, mas sim, representam sua própria realidade. O que é possível aprender com ela? A resistência. Até porque ela foi tudo o que foi  em uma sociedade muito mais rígida e machista do que a de hoje (que, embora mais amenos, sustenta muitos traços dessa época).

Mesmo com todos esses acontecimentos catastróficos, ela continuou apostando em si mesma e no seu talento. Não se importou com padrões estéticos e suas roupas, que serviam para esconder as sequelas da doença e do acidente, tornaram-se sua marca registrada e um estilo respeitado, imitado e valorizado até mesmo por revistas de moda – sim, a pintora foi capa da Vogue.

Por mostrar que as mulheres podem seguir o estilo, a carreira e a vida que lhe convêm, Frida Kahlo foi uma mulher fora de série. Assim também são nossas leitoras, as mulheres do IF Connect e a brilhante artista que fez o desenho dessa publicação, Rafaela Gonçalves.

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