Apenas mais uma página?!

Há na nossa galáxia, sempre, aqueles autores que acham que podem assassinar seus personagens. Onde a revolta cresce do âmago e brota tão alta quanto um arranha-céus, venho aqui instigá-los a participar de tal movimento cujo foco é mostrar todos os sentidos de massacrar personagens.

Pesquisas comprovam que os autores mais homicidas do mundo são também os mais lidos… Mas ao ser contra tal política, baseado em minha argúcia e silogismo, corporifiquei a tese “Apenas mais uma página?!”

Ao observar o Top 5 AuthorKiller, notamos grandes nomes da história da literatura moderna em gêneros como ficção e romance.

1- George R. R. Martin, autor das “Crônicas de Gelo e Fogo” (mais conhecida como a saga de “Game of Thrones”);

2- Suzanne Collins, autora da trilogia de “Jogos Vorazes”;

3- JK Rowling, autora de “Harry Potter”;

4- J. R. R. Tolkien, autor do livro “O Senhor dos Anéis”;

5- John Green, autor de romances como “A culpa é das estrelas”;

Em uma sociedade utilitarista e sem muitos argumentos para apresentar, preciso usar dos meios que tenho para convencê-los. Cito assim o filme “Mais Estranho que a Ficção” em que um auditor de imposto de renda, mentalmente instável, ouve constantemente uma voz, descobre assim que é protagonista de uma história em que ele morre no final. Seu objetivo é encontrar o autor e mudar o final trágico, antes que seja tarde.

Partindo de tal ideia, seria possível que um autor, ao matar seu personagem, matasse também pessoas reais e histórias inteiras (confesso, essa é a ficção que preciso crer justificando meus argumentos)… Porém, algo totalmente comprovado por qualquer leitor nato é o fato de que cada personagem é um ser mental, por quem se tem apego e até afeto… Não será a mesma coisa depois que ele partir. O dilema será: mais uma vida desfeita ou apenas uma página?!

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