Anônimos #01 – Livremente exótica

Para o primeiro episódio, uma mulher fascinante que tive o prazer de conhecer nos encontros e desencontros da vida.
Ela era, mas não é. Ela é, mas não será. Bastam alguns minutos para que tudo mude, porque ela está em constante movimento.
Chego a pensar que ela não cabe no tempo. Não dá para parar sequer por um instante. Se não é o corpo, é a cabeça. Quando não é aquele tique na perna, são os pensamentos dançando ao longe.
Acima de tudo, ela quer apenas ser livre para viajar pelo mundo e conhecer tudo o que é novo, incorporando em si as várias culturas.
Ela também gosta dos signos e adora quando pode fazer as mais variadas combinações. Melhor ainda é quando eles combinam com a realidade.
Ela é enigmática e misteriosa às vezes, mas sorri sempre. Aliás, não há um dia em que eu não ouça aquele riso, que vem das inúmeras brincadeiras e palhaçadas que faz.
Ela também é uma mulher que tem muito amor para dar, mas do seu jeito. Não espere ouvir belas palavras, nem excessos. Ela marca nas pequenas coisas. Nos olhares, nos sorrisos, nos detalhes… E tudo com uma intensidade que transforma segundos em momentos sem fim.
Imagino que ela só seja única porque tem várias dentro de si. Uma que ama calorosamente, outra que esfria tão secamente. Uma determinada; outra preguiçosa. Uma alegre e feliz; outra brava e triste. Uma de cabelo preso, a outra, solto. Uma de capuz, a outra, sem. Até tem uma com sotaque paulista, meu. A outra é mais mineira, uai.
E é nessa mistura de tão belos “eus” que ela surge. Do conflito, da contradição. Buscando liberdade. Exótica ao seu tempo. E, sobretudo, intensa.

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