A solidão de um alguém

Era uma vez um alguém sem destino
Na verdade, era mesmo sem sentido
Dizia sentir mesmo sem entender.
Amava, sem ser amado
Odiava pela reciprocidade
Tudo o que sabia era ser negativo
Sem a coragem de sentir a emoção
De viver como há de se viver
Agradecendo pelo pouco.
Expressando os sentimentos,
Para a reciprocidade alcançar,
E, talvez, deixar-se ser igualmente amado.
Ajudando, mesmo quando muito odiado
Estendendo a mão a inimigos,
E abrindo o coração para quem este merecer.
É, esse alguém nunca fez isso,
Como consequência, morreu de solidão
Perdeu quem o amava, por não expressar
E afastou quem sequer o odiava,
Por demasiado, imaginar.

 

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