A Revolta da Sardinha

Lembrando que nenhum dos ônibus da viação jamais apresentaram placas visíveis com o número limite de passageiros em pé e sentado. Esse não é um número que qualquer cidadão com pouco conhecimento tem acesso na internet. Uma superlotação pode aumentar o risco de acidentes. Que presentão hein?!

Veja bem, hoje você vai ler este texto, se você estiver em aula, provavelmente depois vai sair da sala e pegar o ônibus, claro que você já está acostumado a todo dia se espremer como uma sardinha e tentar conseguir seu lugar ao sol, mais conhecido como banco. Para não passar mais meia hora em pé, amassado, cheirando a suor dos outros.

Caótico não? Pior do que caótico, conformista. Você olha para o ônibus e o vê como rotina, como mais um obstáculo do seu dia a dia. Não reconhece, aliás, reconhece que  é tratado como um animal, mas isso está tão soldado na rotina de um típico aluno IFense que você já se esqueceu do que é um transporte público comum.

Pois bem, qual meu intuito, e – de certa forma – responsabilidade, como editor, autor e aluno sendo um, nos linguajares de hoje em dia, hater? Fazer um convite, por isso abro (tão tardiamente) um mês de pensamento para vocês. Um mês para vocês pararem e pensarem. Será que é esse mesmo o tratamento que nos deve ser dado?

Vejam bem, todos nós somos cidadãos e no nosso lugar de cidadão é nossa obrigação lutar pelos nossos direitos de sermos tratados como, olha a surpresa, cidadãos.  Não quero e não vou entrar em detalhes legais, mas a constituição de Machado e as leis federais nos dão toda razão para condenar de alguma forma ou outra o transporte que nos é oferecido gratuitamente (?), mesmo que muitos de nós tenhamos que pagar por ele (nós graduandos, nós servidores, nós professores).

Mais uma vez, convido a todos para compartilhar esse pensamento. Não incito a revolta, não quero que minhas palavras sejam justificativas para atos violentos. Mas admito que não haja mudanças sem ações. Ações que começam por nós. Convido a todos para revolução da sardinha, que começa comigo, que começa com você. Tirem suas fotos de cosplay sardinha (para os não familiarizados com o termo, trata-se de imitação, vestir-se igual, agir igual). Divulguem, gritem suas palavras de ordem. Mais do que isso, lutem pelos seus direitos. Oportunidades para tal sempre vão aparecer.

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