A poesia concreta

A poesia que é concreta
Guarda meus segredos
E, de forma mui discreta,
Esconde até meus medos

E, quando a encontro
Talvez por não estar pronto
Vejo-a, assim, tão real
– um choque brutal

Toda sua concretude
Quase que me ilude
Mas ela se me revela:
– Oh, perfeito reflexo,
Que me põe perplexo!

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