A Estrada

Diante de mim

Estendia-se,

Uma longa estrada

Tão vazia,

Tão fria,

Solitária

Observei as árvores

Que se enfileiravam

Horizontalmente,

Cercando-lhe os lados

Com folhas mortas

E galhos secos

Gritou em mim

O desespero

De uma vida

Desordenada

Em meus pensamentos

Sem rumo

Bem a minha frente

Encheu-me os olhos

As lágrimas

Tão ardentes

De um grito de socorro

Calado

Perdido ao vento

De uma longa noite

Quando partiu

Com um sussurro

Deixando-me apenas as lembranças

De alguém julgada louca

Que sem provas decretou

Estar apaixonada

Pela imagem fantasma

Que ela sabia que tocará

Toda a sua alma

Mas que quando o relógio badalou

A meia noite a deixou

Como no conto

De um romance fictício

Partiu

Pela estrada

Repleta de homens vazios

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *