A (des)crença

Ó, quão grande amor pelo pó
Por alguém que tanto desvenera.
Pobre o homem que não ama
Mas ainda assim é amado
Que imagens adora,
Mas disso não passam: imagens
Imagens nada fazem,
Nada operam e muito menos
Amam, inúteis
Ai daqueles que não amam
Condenados estão a uma vida
Longe do único, que um dia lhes amou,
Que de tão infinita justiça, se sacrificou
E com tamanha glória, aos céus voltou.

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