Esse eu seu

Logo eu?

Lastimável esse caso que me aconteceu,

Era livre, agora me prendeu.

Incalculável o tamanho disso que ergueu,

Rebuscado modo de tornar-me seu,

Bastou, apenas, transformar-se em deus para um ateu.

Agora logo eu?

Garantido em meu ceticismo, agora crendo em ti, meu deus!

 

Gerou em mim um novo eu? Seu?

Aquele cético frio morreu!?

Banhei-me na crença; como se fosse o Mar Egeu.

Rogando a ti como se sempre aquele fosse eu…

Inevitavelmente velando a persona que morreu,

Entretanto celebrando o novo ser que nasceu.

Logo um eu? Antes vivo, depois morto e agora que surgiu, cresceu…

Logicamente, você que possibilitou tudo isso, amor meu.

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